Visão Computacional x Visão Empresarial



Como a percepção da tecnologia é um recurso chave para o mundo empresarial

Que a tecnologia surgiu para facilitar e melhorar a vida e o trabalho dos seres humanos, todo mundo já está careca de saber. Por isso, a Indústria 4.0 é a grande característica dessa geração. As máquinas, pouco a pouco, perdem o estigma apocalíptico e se incorporam à mentalidade dos negócios em diversos setores. Por isso, instaurou-se uma dicotomia entre a Visão Computacional x Visão Empresarial.


Apesar das crises econômicas, o mercado brasileiro tem recorrido à inovação tecnológica para amadurecer e se superar. O Brasil não é mais visto pelo mundo apenas pelos seus recursos naturais, mas também como um polo de produção e consumo tecnológico. Para que isso acontecesse, foi preciso uma ressignificação e mudança de mentalidade tanto dos grandes empresários como dos consumidores finais. 


Enquanto as máquinas desempenham as funções mecânicas, repetitivas e desgastantes, o tipo de profissional que vem ganhando destaque no cenário mercadológico é aquele qualificado em funções mais complexas e subjetivas. Além disso, o SENAI recentemente fez um levantamento que indica um crescimento contínuo nas profissões ligadas à tecnologia até 2023. Essa mudança na mentalidade e na visão do ambiente empresarial é fundamental para impulsionar o Brasil rumo à plena integração na Indústria 4.0 e na 4ª Revolução Industrial


Falando em Visão…

Do mesmo modo que a visão do empresário brasileiro precisou se adaptar ao futuro que chegou, também a visão tecnológica adquiriu uma nova alçada. Uma das ferramentas mais proeminentes da Inteligência Artificial é o aprimoramento da própria visão humana: a Visão Computacional


Nesse sentido, as pessoas já utilizam esse recurso e muitas vezes nem sabem. Em um mundo cada vez mais tomado pelos olhares de múltiplas câmeras, seja nos lugares, nas ruas ou dentro de casa, através do smartphone, incontáveis olhos artificiais enxergam cada passo e movimento das pessoas. 


Pode parecer um pouco assustador, mas há de se pensar no uso que esses olhos artificiais podem ter e nas consequências causadas por eles na sociedade. Por isso, a mentalidade inovadora precisa estar adequada à ética humana quando se trata desse tipo de tecnologia. É preciso pensar em soluções que realmente tenham um bom impacto na vida das pessoas e que, de fato, resolvam e facilitem seus problemas, seja na rotina industrial, seja no dia-a-dia. 


Percepção e tomada de decisão

Indo nessa direção, as empresas precisam ter duas características-chave: uma boa percepção aliada à tomada de decisão assertiva e eficiente. Para isso, voltamos ao tópico onde as equipes estão aliando à alta produtividade e eficácia das máquinas com o fator humano mais especializado no processo racional subjetivo. 


Se as máquinas superam (e muito!) os humanos em tarefas que exigem repetição, velocidade e precisão, ainda lhes falta a capacidade de interpretar diversos cenários, situações e agilidade para se adaptar à adversidades e circunstâncias inesperadas. Falta às máquinas um raciocínio lógico para tomar decisões. Por isso, o elemento humano ainda é imprescindível nessa equação. 


Dessa forma, a percepção vem para direcionar e orientar os tomadores de decisão na direção que mais se adequa ao cenário e contexto onde estão inseridos. Cada setor e cada área de conhecimento/trabalho tem suas próprias características e peculiaridades específicas. Por isso, as mentes humanas precisam estar afiadas e antenadas ao que vem surgindo no ramo tecnológico. Caso contrário, há o risco de ficarem estagnadas no tempo. 


Os consumidores, por sua vez, estão acompanhando cada salto que a tecnologia dá rumo ao futuro. E estão cada vez mais exigentes em relação às empresas e marcas que eles consomem. As principais preocupações são com a segurança e privacidade.


Os consumidores sabem que estão sendo vistos e ouvidos a todo momento por inúmeros olhos e ouvidos artificiais. Sabem também que seus dados são processados por cérebros mecânicos. Cabe às empresas entender como aplicar a tecnologia de forma responsável, sustentável e eficiente, tanto para si mesmas quanto para o consumidor final. O principal desafio é a junção de duas visões: Visão Computacional x Visão Empresarial.


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