Tecnologia integrada a drones (nova câmera FLIR)


O sensoriamento remoto, obtido através de VANTs ou drones, ganhou um aliado valioso para elaborar produtos diversificados atendendo às mais variadas ramificações da economia. Trata-se da câmera termal, um sensor que consegue medir reflectâncias de alvos no espectro do infravermelho, que possuem valores de comprimento de ondas entre três e quatorze micrômetros, no campo do espectro eletromagnético. Todo corpo que esteja acima de -273,15°C emite radiação, assim esse sensor consegue diferenciar e quantificar as emissividades distribuídas por distintos objetos.


Esta tecnologia integrada aos drones deve expandir cada vez mais o mercado aerofotogramétrico, que está em uma crescente nos dias de hoje. Isto porque os levantamentos geralmente trabalham com sensores que captam reflectâncias no espectro do visível, ou seja, único campo do espectro eletromagnético que seres humanos conseguem distinguir alvos, que por sua vez tornaram-se de muita valia em alguns produtos gerados, como, por exemplo, a identificação de construções irregulares em áreas protegidas por lei. Entretanto com a ampliação proporcionada pelo sensor termal, a objetos que antes não eram interpretados por falta de dados, agora podem ser estudados de forma adequada. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em trabalhos específicos destinados a campos como agricultura de precisão e linhas de transmissões de energia elétrica.


A agricultura é o maior mercado brasileiro e torna-se de extrema importância para a economia do país tanto para exportação quanto para consumo interno e a cada dia os agricultores buscam auxilio das novas tecnologias para obterem melhores resultados nos processos que vão deste a plantação até a colheita. Um dos problemas mais graves enfrentados pelos produtores é detecção de doenças, pois muitas vezes a infestação de patógenos na planta ocorre de maneira invisível ao olhar humano, e quando identificadas tarde demais já não possuem mais tratamento adequado, ocasionando a perda da colheita. A intervenção do sensor termal a este tipo de problema pode avisar o momento exato em que a produção começa a sofrer algum tipo de doença, pois ao ser inferida por alguma praga a planta muda internamente seu estado fisiológico, tendo como sintoma dessa mudança a variação de sua temperatura.


Hoje em dia o Brasil possui em torno de cem mil quilômetros de linhas de transmissão, e muitos desse quilômetros estão localizados em lugares de difícil acesso. A implementação de levantamentos através de drones acarretou em uma maior agilidade e segurança para as equipes de manutenção, e com o advento do sensor termal, as avaliações de anomalias térmicas ao longo linha ficaram rapidamente evidenciadas, tornado assim mais eficaz a correção dos problemas, evitando a interrupção de energia.


A PixForce, em sintonia com a dinâmica do mercado tem dedicado seus esforços ao estudo das possibilidades de aplicação desta nova tecnologia. Recentemente a empresa adquiriu uma das câmeras térmicas mais modernas e avançadas do mercado: uma FLIR de fabricação americana, dotada de alta resolução e precisão, compacta e leve para o embarque em drones de médio porte. A Pix Force tem realizado diversos testes com essa nova tecnologia para que ela possa entregar um produto inovador que agregue valor aos seus clientes.