Linhas de plantio de cana-de-açúcar mapeadas por drone



Desde os tempos da colonização até o século XXI, a cana-de-açúcar é empregada como base da economia brasileira e as técnicas para melhorar sua produção vem sendo aprimoradas ao longo dos anos.


Segundo dados divulgados pelo IBGE, no primeiro trimestre de 2017 o PIB brasileiro cresceu 1%, o que remete ao valor corrente de 1,6 trilhões de reais.


A tecnologia brasileira para a produção de etanol e produtos derivados é reconhecida mundialmente, consolidando nosso país como um dos maiores exportadores de etanol e de açúcar do mundo.


As preocupações com as mudanças climáticas fizeram com que o etanol fosse criado, pois ele emite até 90% menos gases que causam o efeito estufa. Além disso, sua produção é mais barata por se tratar de uma fonte renovável, ou seja, a produção pode se tonar inacabável desde que haja correto manejo do plantio e dos recursos utilizados no processo de obtenção.


A larga escala de produção de etanol e utilização de cana-de–açúcar geram milhões de postos de emprego em todo o Brasil, aquecendo assim a economia e reduzindo o consumo de petróleo em até 200 mil barris por dia.


Sem contar que o resíduo da cana-de-açúcar, conhecido como bagaço e a palha podem ser usados para geração de energia. Não seria exagero dizer, portanto, que, ao oferecer benefícios econômicos, ambientais e sociais, o etanol é um dos combustíveis mais sustentáveis que existem.


No Estado de São Paulo, a Lei nº 11.241 de 2002 controla a queimada da cana-de-açúcar e institui um cronograma para que a totalidade dos canaviais deixe de ser queimados, tendo como prazo máximo para adequação os anos de 2021 em áreas mecanizáveis e 2031 para áreas não mecanizáveis.


Contudo, no protocolo ambiental ocorreu a antecipação dos prazos. Sendo assim, a partir de 2014 as plantações que estivessem em áreas com declividade de 12% não puderam ser mais queimadas, passando a existir somente a colheita mecanizada da cana crua. Nas demais áreas, o prazo passou a ser o ano de 2017.


Com essa antecipação, houve um impulso no investimento em mecanização dos processos de plantio e colheita por meio de maquinários com piloto automáticos via receptores de GPS, aumentando a produtividade e competividade do setor. Contudo gerou se a seguinte pergunta “Como colher de forma automatizada as áreas que foram plantadas de forma manual”.


Devido à baixa resolução espacial das imagens de satélite, o mapeamento aéreo dessas áreas não poderia ser aplicado para tal finalidade. Entretanto, o avanço da tecnologia envolvida no mapeamento aéreo com drones, assim como no processamento das imagens obtidas com estes equipamentos mudou o cenário de mapeamento de linhas de plantio de cana de açúcar.


O grande grau de precisão conseguido com as imagens levantadas com drones, aliado ao uso de algoritmos específicos para o setor permitem a fácil detecção das linhas do plantio ainda jovem. Com as linhas detectadas, é necessário apenas realizar o upload do arquivo no computador de bordo acoplado às máquinas utilizadas na colheita, o que permite que esta operação seja realizada de maneira totalmente automatizada, diminuindo os custos envolvidos e aumentando a eficiência dessa atividade.