Inteligência Artificial: A Inteligência quase Humana


Se você gosta de assistir a filmes ou séries de ficção científica, certamente já se deparou com cenas que retratam a inteligência artificial como robôs assustadoramente semelhantes aos seres humanos. Aquelas máquinas, capazes de agir em nome do bem e do mal com tamanha destreza, não parecem muito amigáveis tentando dominar o mundo.


Mas fique tranquilo: a atual evolução dessa tecnologia não é tão assustadora quanto pode parecer, pelo contrário, está trazendo enormes benefícios em diversos setores da sociedade.


CONCEITO

O conceito de inteligência artificial (IA) relaciona-se à capacidade das máquinas de pensarem como seres humanos, podendo aprender, raciocinar, perceber e decidir de maneira inteligente. Sendo uma área da ciência da computação, a IA aprende por meio das informações que recebe e, conforme vamos “alimentando” a máquina com uma grande quantidade de dados (a isso damos o nome de Big Data), mais inteligente ela fica, adquirindo habilidades de planejamento, reconhecimento de fala e solução de problemas.


O aprendizado das máquinas, por meio de nossas interações e dados, é conhecido como Machine Learning. A inteligência artificial é a maior evolução tecnológica da área da computação, devido à capacidade de conectar diversas áreas da nossa vida, facilitando e prevendo nossas necessidades.


HISTÓRIA

A inteligência artificial começou a ser estudada, de fato, nos anos 50, devido à corrente psicológica “behaviorista”. O nome dessa corrente vem do inglês, “behavior”, que significa “comportamento”, em português. O behaviorismo conduz a uma tese sobre o sistema de aprendizagem humano, relacionado a mapas cognitivos – interações estímulo-estímulo – gerados nos mecanismos cerebrais. Assim, para cada grupo de estímulos, o indivíduo produz um comportamento diferente e, de certa forma, previsível.


Em 1956, John McCarthy, um professor universitário, criou o termo Inteligência Artificial para descrever um mundo em que as máquinas teriam a habilidade de resolver problemas que seriam reservados para os humanos. A pesquisa inicial de IA, na década de 50, preparou o caminho para a automação e o raciocínio formal que vemos, atualmente, nos computadores, incluindo sistemas de suporte a decisões e sistemas de pesquisa inteligentes, que podem ser projetados para complementar e aumentar as habilidades humanas.


APLICAÇÕES

A Inteligência Artificial está presente em praticamente todos os setores os quais utilizamos, seja de maneira implícita ou bastante evidente. O próprio smartphone, utilizado diariamente pela maioria das pessoas, possui aplicações da IA: por meio do reconhecimento de voz, é possível pedir ao aparelho que faça uma pesquisa ou, até mesmo, uma ligação – tarefas realizadas pelas assistentes virtuais, a exemplo da Siri (Apple) e Google Assistente.


Na área da saúde, a classificação de imagens e reconhecimento de objetos podem ser usados para identificar câncer em exames de ressonância magnética com a mesma precisão que radiologistas altamente qualificados. No varejo, a IA fornece recursos de compras virtuais que oferecem recomendações personalizadas para o perfil do consumidor. O mesmo ocorre em serviços de streaming de vídeo e áudio, pois quanto mais você assiste e ouve, mais a plataforma sabe do seu gosto, podendo, assim, fazer recomendações, com base nos dados que seu uso fornece. Algo que era tido como quase impossível, em um passado não tão distante, hoje já está em fase de testes: estamos falando dos carros autônomos, capazes de reconhecer objetos a certa distância, evitando acidentes por colisão.


Nos setores agrícola, florestal e energético a inteligência artificial também se faz muito presente, sendo seu uso um fator fundamental. A Pix Force desenvolve produtos especializados para essas áreas e, graças a essa tecnologia aplicada, é possível identificar anomalias em plantações – e com isso evitar grandes perdas da safra –, automatizar a contagem de árvores – manualmente demandaria muito mais tempo – e reconhecer pontos de superaquecimento em torres de transmissão, prevenindo acidentes. Nossas soluções baseadas em IA trazem muita velocidade e precisão às empresas, facilitando uma correta tomada de decisão e, consequentemente, ajudando a evitar riscos.


FUTURO

Em 2014, o físico Stephen Hawking afirmou que “o desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana”. Hawking fez essa advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial. Ele explicou que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até hoje têm se mostrado bastante úteis à sociedade, mas ressaltou que teme as possíveis consequências de se criar máquinas com inteligência equivalente ou superior aos humanos. Em contrapartida, Rollo Carpenter, especialista em inteligência artificial, possui uma visão mais positiva sobre seus avanços: “Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado”.


Não há como ter a certeza de como será a humanidade daqui a muitos anos, porém muitos dos cenários e invenções que víamos em filmes futurísticos já são presentes em nosso dia-a-dia, e isso só tende a continuar. O mundo carece de muitos avanços, seja na medicina – na busca pela erradicação de doenças, seja nas indústrias – eliminando atividades de grande risco aos trabalhadores, seja nas lavouras – com uma análise de qualidade mais eficaz sobre os alimentos. As necessidades são muitas e, aos poucos, estão chegando e revolucionando a sociedade. Os estudos acerca das possibilidades de aplicações da Inteligência Artificial estão a todo vapor em diversas partes do mundo e é fato que a vida das pessoas está sendo facilitada devido a tantas inovações. Independentemente de como serão os próximos anos, o ser humano terá novos ajudantes em todos os setores de sua vida.