A lição dos desastres ecológicos para as empresas



O que as empresas podem aprender

com desastres ambientais?

Se você esteve atento às notícias dos últimos anos, sabe que o Brasil vem enfrentando desastres naturais e ambientais extremamente impactantes e danosos. Tanto a natureza quanto a população brasileira são prejudicadas. Por exemplo, o rompimento de barragens em Minas Gerais e o vazamento de óleo cru que poluiu a costa, têm consequências imensuráveis e podem levar até décadas para serem revertidos. 


O que são esses desastres? Por que eles ocorrem?

Algumas calamidades são de caráter estritamente natural, como tsunamis, deslizamentos de terra, furacões e erupções vulcânicas.  A ocorrência de algumas dessas catástrofes, como as tsunamis e erupções vulcânicas, se dá por causa do movimento da crosta terrestre e do consequente choque entre as placas tectônicas (sobre as quais ficam várias regiões e continentes do planeta).


Felizmente para nós, brasileiros, quase não há registro desses tipos de tragédias acontecendo em nosso país, devido a fatores geográficos e geológicos que nos favorecem, por exemplo, uma posição estratégica no centro de uma placa tectônica. A formação de grandes tempestades, embora rara, é o tipo mais recorrente no Brasil, porém quase nunca atinge a costa ou causa grandes danos graças à baixa temperatura do mar. Quando ocorrem, geralmente é por causa de algum fenômeno como o El Niño ou anomalias nas correntes marítimas que causam o aumento da temperatura do mar, propiciando a formação de ciclones, tufões e tempestades tropicais. 


O território brasileiro está fortuitamente estabelecido para a prevenção natural a essas tragédias, os incidentes ambientais de grandes proporções são, majoritariamente, causados pela interferência humana. Fenômenos climáticos como o efeito estufa e o aquecimento global também estão sendo agravados pelo descaso em relação à fragilidade dos recursos naturais do nosso planeta. Consequentemente, essa atitude propicia as circunstâncias para que mais tragédias ecológicas e ambientais aconteçam. Para alguns brasileiros, como os habitantes da região serrana do Rio de Janeiro, sofrer com deslizamentos de terra e enchentes, é quase rotina no verão. A frequência é tanta que o período do ano em que esses acidentes normalmente acontecem foi apelidado de “águas de março”, em alusão à famosa música composta por Tom Jobim sobre o mês extremamente chuvoso. 

As empresas estão engajadas?

Diante de um cenário cada vez mais adverso, é importante pensar no que as empresas podem aprender e fazer a partir dessas tragédias ambientais.. O que pode ser feito para prevenir ou amenizar as consequências e impactos desses eventos na vida das pessoas? Em um contexto de inovação e expansão da Indústria 4.0, no qual o futuro é caracterizado por um maior protagonismo das máquinas, a preservação do meio ambiente está sendo levada em consideração?


Não existe uma resposta definitiva, pois este é um cenário complexo e subjetivo. A verdade é que a preservação da natureza é um tema recorrente em muitas esferas da sociedade mundial. O debate tem ressurgido com mais força, especialmente devido ao aumento na intensidade e recorrência de catástrofes ambientais. As pessoas estão assimilando o quão ameaçados estão condições e recursos indispensáveis à sobrevivência humana, como o equilíbrio climático e as reservas de água potável. É também responsabilidade das grandes empresas, juntamente com cada Estado, pensar e desenvolver estratégias de preservação e utilização sustentável de recursos e matérias-primas. 


A partir daí, o número de empresas e startups que aderem a um modelo visando a sustentabilidade das atividades só aumenta, além de empresas totalmente focadas para a proteção ambiental. Isso resulta numa força conjunta entre o setor empresarial e governamental para estudar, explorar e investir em formas alternativas de lidar com a natureza, minimizando ou, se possível, eliminando os impactos na natureza.

Inovação = Preservação

Medidas paliativas não resolvem o problema, no entanto. É preciso ir além da proibição de canudos de plástico em restaurantes, por exemplo. Serão necessários anos de conscientização e uma profunda mudança no modo de pensar coletivo para que os resultados sejam positivos. No entanto, é notável o comprometimento do setor econômico e científico com a causa ambienta. O uso da tecnologia em áreas fundamentais para a preservação já faz parte de muitas cartilhas empresariais: 

  1. Novas maneiras de consumo e descarte de resíduos;

  2. Investimento e acessibilização de energias limpas e renováveis, como parques eólicos, painéis solares e biocombustíveis;

  3. Sustentabilidade e reutilização de matéria-prima, além do desenvolvimento de materiais biodegradáveis; 

  4. Sistemas de prevenção e alerta mais eficientes e rápidos; 

  5. Otimização em medidas de contenção de elementos naturais, como muros e barragens mais resistentes e inspeção remota;

  6. Tecnologia aplicada na agricultura e na gestão florestal, diminuindo o desperdício de alimentos e otimizando o reflorestamento. 

Do mesmo modo que a natureza precisa de equilíbrio, também é assim com as sociedades. É preciso que não haja conflito entre os aspectos ambientais, sociais, políticos e econômicos de uma população para que não eclodam crises de energia, alimentos e desemprego, por exemplo.


É aí que as inovações científicas e tecnológicas entram. Para auxiliar as pessoas a cuidar e lidar com a natureza de uma forma mais consciente e racional. A Pix Force, por exemplo, utiliza a Visão Computacional, para desenvolver soluções que se adequem ao modelo da Indústria 4.0 sem descuidar do meio ambiente. Um de nossos cases mais recentes consiste em uma solução para detectar rapidamente vazamentos de óleo no oceano, a partir da análise de imagens obtidas por câmeras termais e radares. Essa solução possibilita respostas rápidas e eficientes para minimizar os impactos no meio ambiente.

Cooperação é a chave

Dentro de uma sociedade, cada setor funciona como uma engrenagem. Para que tudo funcione da melhor maneira possível, é necessário que todos compreendam que seus atos e empreendimentos geram consequências e efeitos no meio ambiente no qual estamos inseridos. Os prejuízos e danos para a vida humana e natural são incalculáveis e, dependendo da gravidade, irreversíveis.


Por isso, é imprescindível que os governantes, empreendedores, produtores e prestadores de serviço entendam que a mentalidade precisa ser readequada para que a criação de inovação caminhe junto com o ideal da conservação. Os momentos de catástrofe ensinam a humanidade a dar valor para o equilíbrio e para o cuidado com a natureza. A principal lição é que não podemos esquecer do nosso papel para que todo o nosso ecossistema funcione em harmonia, proporcionando um futuro melhor para a humanidade.

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